Internet Governance and Cybersecurity in Brazil

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O cenário de cibersegurança depois de Snowden e consequências no Brasil

O cenário de cibersegurança depois de Snowden e consequências no Brasil

O cenário de cibersegurança depois de Snowden e consequências no Brasil. In: Observatório de Relações Exteriores (Universidade Autónoma de Lisboa); Instituto de Relações Internacionais (Universidade de Brasília); Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (Luanda). (Org.). Conjuntura Internacional. O estado do estado. Metamorfoses da violência (1914-2014). 1ed. Lisboa: Observare, 2014, v. 16, p. 148-149

 

Extrato

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A vasta coleta secreta de dados realizada pela NSA e seus parceiros representa o pior dos cenários de segurança de dados e privacidade. Desde o dia em que Edward Snowden começou a publicar os detalhes sobre as atividades da NSA, as empresas em todo o mundo mais uma vez reconheceram como é vulnerável a estrutura da comunicação global e o que isso significa para os seus próprios segredos corporativos. A espionagem através da internet é muito mais comum do que a maioria das pessoas pode pensar, e está provado que vem também daqueles que pretendem proteger seus aliados através de seu avanço tecnológico, enquanto, na realidade, eles criaram um cenário de insegurança e desconfiança. Não é só a espionagem corporativa, mas também a vigilância sistemática de representantes políticos e das massas de usuários da internet em todo o mundo que contribuíram para um mundo cibernético menos confiável e, portanto, menos seguro.

Em 24 de setembro de 2013, a Presidente brasileira Dilma Rousseff declarou sua indignação durante seu discurso de abertura na frente da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, sobre as atividades de vigilância dos Estados Unidos no mundo. Durante seu discurso, ela também criticou as atividades de vigilância organizadas contra o Brasil. Ela sublinhou que o argumento de proteção largamente usado contra ameaças terroristas não justifica o comportamento dos EUA, uma vez que o Brasil não estava apoiando o terrorismo e vive em paz com os países vizinhos há mais de 140 anos. Segundo seu discurso, o ciberespaço não deveria ser utilizado incorretamente como um instrumento de guerra, espionagem ou sabotagem contra outros países. O conteúdo de seu discurso já tinha sido aguardado pelos analistas, uma vez que não foi a primeira vez que a Dilma abordou o tema. Em julho de 2013, o jornal O Globo publicou um artigo explicando como a internet brasileira e a comunicação telefônica estavam interceptadas pela NSA. No dia 1º de setembro, o jornal O Globo publicou outro artigo, incluindo arquivos internos da NSA que afirmavam que os EUA tinham interceptados e-mails e comunicações telefônicas da Presidente Dilma. Uma semana depois, no dia 8 de setembro, o mesmo jornal surgiu com a informação de que as redes de computadores da Petrobras também foram alvos da NSA. Demorou pouco mais que uma semana para o Governo Brasileiro analisar a situação e enviar uma resposta para Washington: em 17 de setembro, a Presidente declarou oficialmente que tinha cancelada sua visita oficial a Washington, que seria no dia 23 de outubro.

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